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A segunda reforma: reavivamento celular! 

Considerações sobre a Igreja Celular no Modelo dos Doze

 

Pr. Sóstenes Borges de Sousa - Em 11/03/2000

 

A convite da Junta Internacional de Missões da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos (IMB) estivemos reunidos em Santiago do Chile de 14 a 17 de fevereiro de 2000, participando da I Consulta sobre a Aceleração da Evangelização no Mundo.

 

Estiveram presentes o Presidente da IMB, Pr. Jerry Rank acompanhado do seu alto staff missionário, principalmente os que atuam na América do Sul e líderes nacionais da Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile, Equador.

 

Representando o Brasil Batista foram convidados além deste servo que vos escreve, o Pr. Salovi Bernardo (Secretário Geral da CBB), Pr. Waldemiro Tymchak (Secretário Geral da JMM), Ivo Seitz (Secretário Geral da JMN) e o Pr. Aloísio Penido Berto (Secretário Geral da Convenção Batista Mineira).

 

Agradeço a Deus a honra de ter sido escolhido, mesmo sem fazer parte da estrutura nacional da denominação. Agradecemos também aos amados irmão americanos a iniciativa do Encontro e o convite em si, com todos os custos absorvidos pela IMB.

 

A reunião histórica neste início de século XXI nos confronta vividamente com o quanto estamos mudando. Foi gratificante ouvir o vice-presitente da IMB (Pr. Don Kammerdiener) reconhecer o contexto de conflito racial que marcou o início do trabalho dos pioneiros. Aliás eu tive oportunidade de fazer um pedido que estava preso na garganta dos afro-brasileiros e dos brasíndios há mais de 120 anos:

 

"Amados irmãos missionários e estrategistas de missões em todo o mundo, incentivem a transculturação com mais clareza e não continuem a cometer os erros que nos fazem, até hoje, confundir liturgia européia com doutrina e preconceito antropológico com biblicismo. Não podemos continuar tolhidos em nossa latinidade-moreno-brasiliana por que herdamos o estilo protestante germano-britânico. Afinal, o modelo litúrgico-eclesiológico dos pioneiros do século 19 já foi revisado e contemporanizado por grandes líderes americanos (ver Rick Warren, Uma igreja com Propósitos).

Estamos numa esquina da história e ainda que todos estejamos preservando o Caminho (At 24.14), este momento é de alta relevância, já que em outros tempos estaríamos discutindo aqui se os negros e índios têm, ou não, alma".

 

Os que estudam, e pensam, sabem que o separatismo que veio impregnado no sistema teológico da maioria dos pioneiros do então racista sul dos Estados Unidos, o mesmo que se rebelou contra o abolicionismo de Lincoln, até hoje nos faz pensar que são "coisa de nego", ou de "selvagem" e por isso "do diabo", as expressões da nossa raça, nativo-afro-européia, tão misturada, que tem pendor bio-antropológico pelas palmas, ritmos, danças, exclamações de júbilo etc. É claro que a linguagem teológica, ou as expressões de fé, estão também condicionadas ao contexto sociocultural e ao legado histórico, mas é importantíssimo que não ouvidemos o fato de que cultural ocidental (européia e norte-americana, por gênese) não é sinônimo de ética cristã, basta olhar os endereços dos sistemas mais fascistas, nazistas, racistas, existencialistas e satanistas da nossa contemporaneidade.

 

Mesmo diante de certas colocações, que não tiveram a intenção de provocar constrangimento, mas refletir maduramente sobre aspectos histórico-culturais, o diálogo transcorreu em clima de total harmonia, cortesia e espírito fraternal.

 

O Encontro em Santiago do Chile teve também uma preocupação de apresentar o novo modo de operação da IMB em sua ênfase de plantar Igrejas.

 

Foi disponibilizado um livro digitalizado em espanhol, que foi a língua oficial, que infelizmente não chegou a ser conhecido pelos debatedores com antecedência, o que desnivelou a nossa capacidade critica em relação a visão da IMB. O STBNe já está disponibilizando o trabalho no seu site: www.seminariobatista.org.br (David Garrison. Movimientos de Siembra de Iglesias). O Pr. David Garrison é Vice-Presidente Associado da Cordenação de Estratégia e Mobilização da IMB, atuando em Wiesbaden, Alemania.

 

Uma notícia que nos alegra é que na América Latina, a plantação de igrejas "Dos uniones bautistas a pesar de gran persecución por parte del gobierno, crecieron de 235 iglesias en 1990 a más de 3200 en 1998."

 

Ficou claro que os chamados "leigos" (prefiro a expressão ministros não teológos) terão um papel fundamental na nova visão da Junta de Richmond.

 

Neste ponto todos convergimos totalmente, exceto pelo "abandono" dos seminários como estratégia missionária. Afinal, quem vai formar os ministros não teólogos? Precisamos cuidar para não fazer "cópia da cópia da cópia..." até que não se possa mais ler o original. O treinamento dos ministros auto-sustentados (ou leigos não-remunerados pela Igreja) precisa manter um nível responsável de acesso aos instrumentos de estudo da Bíblia que é a nossa maior fonte de revelação, e sem formação adequada é difícil consultar satisfatoriamente os originais em grego e hebraico, ou até compreender sistemas e mesmo fazer apologese e dialogar com outras áreas do conhecimento. Contestando esta posição, pude entender a frustração histórica dos estrategistas da IMB: "criamos uma escola filosófica que não assumiu a principal missão que o Senhor nos confiou: conquistar vidas para torná-las imitadoras de Cristo".

 

Neste ponto temos, como CBBa, a vantagem de poder apresentar o STBNe como o primeiro seminário no Brasil a incorporar o sistema de mentoreamento que irá reaproximar curricularmente o estudante da praxis bíblico-ministerial-eclesiológica.

 

Uma questão muito interessante também foi que finalmente eu ouvi da liderança batista missionária mundial a constatação de que "sozinhos não poderemos alcançar o mundo para o Senhor Jesus Cristo: precisaremos andar ao lado dos irmãos de outras confissões doutrinárias e teológicas", disse o Presidente da IMB, Pr. Jerry Rank. Alias o vice-presidente da IMB, Pr. Don Kammerdiener, chegou a dizer que os maiores entraves para que alcancemos o mundo é nossa "falta de visão, a resistência teológica, a ignorância bíblica e nossa eclesiologia". Achei isso incrivelmente audacioso (audácia aqui tem o sentido de saber que é preciso correr certos riscos por um bem maior, neste caso, a salvação do mundo).

 

Mas o que é que tudo isso tem a ver com a "A segunda reforma: reavivamento celular!", tema que me propus abordar?

 

A resposta vem de uma outra viagem que fiz duas semanas antes de ir ao Chile.

Por iniciativa pessoal, com custos assumidos principalmente pelas igrejas que pastoreio (PIB de Periperi e IB da Comunidade da Praia), fui à Santa Fé de Bogotá, Colômbia, visitar o centro de avivamento das Américas.

 

Cumpre-se ali uma palavra profética que nos faz olhar para o que é menor e desprezível e ver as grandes coisas que Deus faz.

 

A Colômbia é um país marcado pela violência, pelo narcotráfico e pela corrupção. O que levaria mais de 2000 líderes evangélicos de todas as denominações e partes do mundo (incluindo EUA, Alemanha, Canadá, Suécia, Escócia, Holanda, Austrália, França e Espanha) a "arriscarem suas vidas" (na segurança do Senhor) para ouvirem um pastor latino de formação questionada pelos círculos acadêmicos mais exigentes?

 

Só há uma resposta: o mover do Espírito de Deus na direção de um grande reavivamento!

Pois foi justamente para revolucionar a Colômbia, e impactar o mundo, que Deus concedeu ao Pr. César Castellanos uma visão que lhe proporcionou ter uma igreja com mais de 80.000 membros, na qual quase todos têm um compromisso com a santidade, a fidelidade e a salvação de almas.

 

Para mim foi uma experiência marcante participar de uma reunião com mais de 12.000 mulheres e outra com mais de 20.000 jovens de uma mesma igreja que antes se reuniram em células e constatar uma preocupação generalizada com a santificação, o discipulado e a salvação de vidas.

 

Foi um tanto desconcertante, mas eu tive que confrontar os líderes da IMB com a realidade de que ao tempo em falávamos em aproximação com outros grupos confessionais e tratávamos sobre a aceleração da evangelização no mundo não estávamos também abrindo um debate em torno do fenômeno Bogotá, que se nos apresenta como um verdadeiro benchmarking (a melhor referência) das Américas já que trabalha com princípios que levaram o Castellanos a construir uma mega-igreja-celular que impacta a vida da cidade e da nação, inspirando as demais.

 

Nós podemos nos desincumbir da missão que o Senhor Jesus nos confiou (Mt 28.18-20) andando a pé, com um pé só, de jegue, de bicicleta e até de carro, mas se Deus nos concede o privilégio de poder construir uma esquadrilha de jatos supersônicos será negligência se não o fizermos (Ef 5.14-21).

 

O que é que todo pastor deseja para sua igreja? Simplesmente o cumprimento do alvo de Ef 5.27 para o rebanho que lhe foi confiado: "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.".

 

A grande questão é saber como fazer isso. O Espírito Santo, todos têm (pelo menos à priori), a Palavra, a fé, o amor, a vocação, a teologia, etc, também está ao alcance de todos, e se perguntarmos aos pastores se eles têm os ofendemos com a simples possibilidade de pensarmos tão mal a seu respeito.

 

Mas se segue o questionamento. Porque tantos ministérios tão sofridos, amargurados e tão pesados de carregar? Porque ainda temos tantos programas e assembléias que mais se parecem com aquelas das quais fala o Senhor a Isaías (1.13) "Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias ... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene!"?

 

A estrutura eclesiológico-denominacional não atende às demandas de nossa atualidade e aos desafios que a nossa missão nos impõe. Mesmo antes de me envolver com o ministério, como pastor, já era uma preocupação para mim a causa batista. Em 17 de junho de 1988 eu escrevi em meu diário de meditações: "Há algo errado com o nosso modelo eclesiólogico...". Em 27 do mesmo mês escrevi: "Se tivéssemos crescido 15% ao ano nos últimos 107 anos seríamos mais de 15 milhões de batistas ao invés dos 600 mil estimados".

 

A maior igreja batista no Brasil, diz a tradição, é a PIB de Niterói e tem, estimados, 7000 membros (dado de 1999).

 

Não nos faltam pessoas querendo aceitar a Palavra de Salvação. Mais uma vez eu pude atestar esta realidade quanto eu e minha esposa, participamos do Impacto do Carnaval. Deixamos o Acampamento Geral da PIB de Periperi, com 420 pessoas, totalmente aos cuidados da liderança, que aliás tem sido uma bênção.

 

Confesso que tinha muitas restrições ao Impacto e que neste caso fui motivado por uma missão diplomática (receber o Presidente da Convenção do Sul dos Estados Unidos, a maior convenção batista do mundo, o Pr. Paige Paterson). Porém o Impacto nos impactou: faltaram ceifeiros. A cada 30 minutos de ministração com a mensagem ilustrada apareciam umas 40 pessoas que paravam, ouviam oravam e umas 10, em média, "levantavam a mão confessando Jesus como único e suficiente Salvador". Muitas queriam aconselhamento e oração. Lembrei-me das mangueiras carregadas de mangas maduras que se perdem por não haver quem as colha (Jo 4.35).

 

Em nosso modelo excessivamente tecnocrático, segundo a maior pesquisa sobre crescimento de igrejas (ver Chistian Schwarz, O desenvolvimento natural da Igreja), o ministrar eclesiástico depende de um "cargo", que depende de uma "eleição", que depende de uma "comissão de indicações", etc, etc, etc.

 

No modelo celular as coisas não ficam centralizadas, pois todos são convocados a frutificar, ao tempo em que a frutificação está vinculada a uma vida de santidade e fidelidade no corpo de Cristo.

 

No modelo celular a porta de saída da igreja é muito vigiada, pois todos são responsabilizados e altamente motivados pelo Espírito Santo a trabalhar para que os frutos permaneçam.

 

Existem muitos modelos de igrejas celulares (ver Joel Comiskey, Crescimento explosivo da igreja em células). Só para citar as três maiores referências temos: Igreja Yoido do Evangelho Pleno, Coréia, Pr. David Cho; Missão Carismática Internacional, Bogotá, Pr. César Castellanos; Igreja Elim, São Salvador, Pr. Jorge Galindo, Ministério Internacional da Restauração, Manaus.

 

Hoje, sem dúvida, o modelo mais analisado e estudado é o iniciado em Bogotá que é chamado de Igreja Celular no Governo dos 12, ou simplesmente G12.

 

Os debates têm sido muitos e variados, com paixão e polêmica. O G12 conta com uma certa rejeição até mesmo por alguns do círculo "renovado", que vêm algumas das propostas como sendo "da nova era".

 

A maioria dos debatedores porém é muito desinformada. Eu, pela misericórdia de Deus, tive o privilégio de conhecer farta literatura (em espanhol, inglês e português), ouvir várias horas de fitas e debates, além de haver participado do "polêmico" Encontro, no qual, aliás, fui grandemente abençoado e posso até dizer que realmente o Encontro é tremendo para qualquer ministério ou vida que queira fazer uma diferença maior em seu contexto.

 

O Encontro não é o todo da visão celular nem a razão de ser. É uma parte do processo de restauração das vidas que se envolverão em treinamento e liderança de células. Sem ele o processo se torna inviável, e isso não tem nada de problemático já que em todo o tempo aponta para Jesus, como autor e consumador da fé (Jo 15.5).

 

As maiores polêmicas sobre o Encontro são relativas ao processo. Dizem que é "secreto", o que não é verdade, já que qualquer um que desejar poderá vir a conhecer. O compromisso que se faz de não contar o que lá acontece é simplesmente para preservar a expectativa e o caráter de surpresa do programa, o que é muito positivo e bíblico, e por isso batista (Mt 17.9; Jo16.12).

 

Muitas das polêmicas "doutrinárias" são mais de caráter semântico e preconceito histórico. É claro que há questões de opção de interpretação bíblica (o que é uma característica batista) e até de escola teológica. Vale lembrar, por exemplo, as tensões entre as escolas histórico-crítica e histórico-gramatical, ou ainda o fato de que alguns não aceitam a existência dos dons espirituais ou mesmo a existência de Satanás e dos demônios.

 

A preocupação com a "maldição hereditária", por exemplo, é desproporcional, considerando o todo da visão, pois além de não ser novidade não é um ponto tão abordado por Castellanos em suas exposições sobre a Visão Celular no Governo dos 12, embora tenha sido muito trabalhado no Brasil pelo então Pr. René Terra Nova, o que é compreensível em termos bíblicos, se considerarmos nossas raízes culturais e que hereditário não é só aquilo que é genético. Até uma casa, ou uma dívida, pode ser herança e por isso ter um caráter hereditário, quanto mais uma influência psico-sócio-cultural e religiosa.

 

Outro ponto de muita crítica tem sido a cura interior, o que é uma grande falta de informação pois o processo é relevante e os resultados surpreendentes já que relembrar coisas que afetam o nosso presente, com propósito de tratá-las, é humano, bíblico e necessário.

 

O contraditório é que os que não querem as igrejas, que se reconhecem ser o Corpo de Cristo, tratando destas questões remetem as suas ovelhas a profissionais, as vezes incrédulos, que também usam a regressão, sem a qual não há terapia. É claro que não estamos falando de "regressão a vidas passadas", que é a temática "new age" e sim a regressão psicanalítica, ou mesmo psicológica.

 

Sem desprezar as opiniões dos que não concordam com a proposta, gostaria de dizer que a menos que conheçamos alguns pontos críticos do G12 não seremos capazes de o avaliar corretamente e estaremos perdendo uma grande oportunidade de ampliar as nossas referências eclesiológicas.

 

Aos que têm interesse no crescimento de sua igreja, nas medidas de suas possibilidades, eu recomendaria o seguinte roteiro:

 

1 – Participar de um Encontro organizado por uma igreja cujo pastor lhe seja uma boa referência (há muitas barracas oferecendo laranjas, umas boas, outras azedas, outras podres, etc, isso não significa entretanto que todas as laranjas são assim, ou mesmo que os vendedores sejam todos trapaceiros).

 

2 – Ler Castellanos, César. Sonha e ganharás o mundo. Palavra da Fé Produções. (11)3662-1551.

 

3 – Ler Castellanos, César. Liderazgo de éxito através de los 12. MCI. Tel: 0021-57-1-260-3420. E-mail: edivilit@impsat.net.co. (Creio que ainda este semestre será publicado em português).

 

4 – Ler Comiskey, Joel. Crescimento explosivo da igreja em células. Ministério Igreja em Células no Brasil. Tel: (41)276-8655.

 

5 – Ler Comiskey, Joel. Groups of 12, a new way to mobilize leaders and multiply groups in your church. Touch Publications. Site: www.touchusa.org . (Creio que ainda este ano será lançado em português. O site em inglês tem a dissertação de doutorado de Comiskey, que também vale a pena ser consultado).

 

6 – Ler o Manual do Encontro. Aconselho que conheça o proposto pelos pastores César e Claudia Castellanos e também o proposto pelo Pr. Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, Manaus. Tel.: (92)233-3075. Site: www.mir12.com.br . (O Manual da MIR traz o erro que foi explorado pela IURD, que pareceu mais preocupada com o avivamento de Igrejas consideradas tradicionais do que com o purismo doutrinário ferido com uma frase infeliz do manual: "perdoar Deus", no sentido de compreender a soberania de Deus, mesmo diante de uma adversidade).

 

7 – Conhecer a maior igreja celular no modelo dos 12 no Brasil que é o Ministério Internacional da Restauração, em Manaus, do Pr. Renê Terra Nova (ex-Igreja Batista da Restauração).

 

8 – Conhecer a maior Igreja Celular no Modelo dos 12 das Américas que é a Missão Carismática Internacional dos pastores César e Claudia Castellanos, em Colômbia, Bogotá.

 

9 – Conhecer o Ministério Igreja Celular no Brasil, Curitiba, Pr. Robert Lay (ligado ao Pr. Ralph W. Neighbour, que é um dos grandes teóricos sobre a igreja celular, mas que, infelizmente, não pode apresentar uma referência eclesiológica de repercussão internacional maior que Cho ou Castellanos).

 

10 – Orar e levar parte de sua liderança a um Encontro e conversar sobre uma possível transição da estrutura tradicional para uma estrutura celular, tendo o acompanhamento de quem já tem mais experiência no processo.

 

Não aconselhamos uma "imitação" precipitada do modelo do G12, mas uma análise responsável e um desfrutar do enriquecedor contato com a visão do Pr. Castellanos.

 

É claro que aqueles que não quiserem examinar com maior profundidade o tema proposto poderão continuar sendo abençoados em seus ministérios, segundo a graça de Deus, mas seriam ainda mais se também estivessem orando por aqueles que estão se expondo mais para a conquista das nações, por amor às almas perdidas e ao Senhor da seara.

 

Não devemos esquecer da ilustração dos cegos apalpando o elefante, que conto para os que não conhecem: um grupos de cegos tentava descrever um elefante. Cada um se fixavam em um ponto. O que alisava a barriga dizia que o animal se parecia com uma parede, o que abraçava a perna, com coqueiro, o que segurava o rabo, com uma vassoura, e assim por diante... Moral da estória: todos tinham uma "razão" para dizer o que diziam, mas a razão maior era a impossibilidade de ver o todo que era o elefante, grande demais para ser abraçado de uma só vez.

 

A essência da visão da multiplicação através da Igreja Celular no Modelo dos 12, é a salvação de vidas e a conquista de nações (Sl 2.8) e isso é muito maior que eventuais falhas, que precisem ser reparadas.

 

"Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." 1Co 2.9.

 

Comentário atual em Março de 2007:

 

Hoje, mais que nunca estamos seguros do que dizíamos e pela escolha que fizemos em 2000. Somos, pela graça de Deus, um ministério crescente e abençoado. Sou um pastor feliz e apaixonado por Jesus. Amo Sua igreja, minha família, meu discipulador, Ap. René Terra Nova e cada discípulo que comigo estão desafiados a seguir o Mestre Supremo, o Cristo de Deus.

 

Depois do tempo de maturidade, o G12 deixa de ser o elemento definidor da visão celular no modelo de Jesus no Brasil. Surge o M12, e outras variações menos importantes.

 

Se eu fosse batizar o sistema, diria que estamos no Modelo de Jesus, o modelo discipular, tendo a estratégia celular (designação não bíblica) como ação de integração e elemento de mobilidade estrutural e eclesiológica.

 

A bem da verdade, a primeira referencia bíblica ao modelo que abraçamos é feita pelo próprio Deus em dialogo com Abraão (Gn 17.20). Quem tiver discernimento espiritual e hermenêutico saberá entender esta preciosa chave, na qual Yahweh revela que para ser pai de uma grande nação é necessário gerar doze príncipes. Deus foi o primeiro a dar um alvo de geração de uma equipe de doze.

 

Ap. Sóstenes Borges